Viver mais é uma conquista. Estar preparado financeiramente para isso é o novo desafio

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Com expectativa de vida em crescimento no Brasil e envelhecimento acelerado da população mundial, especialistas reforçam a importância do planejamento financeiro e da previdência complementar para garantir mais tranquilidade na aposentadoria.

Viver mais deixou de ser uma perspectiva distante e passou a fazer parte da realidade de milhões de brasileiros. Os avanços da medicina, as melhorias nas condições de vida e a redução da mortalidade estão transformando o perfil da população e trazendo uma questão cada vez mais importante: como garantir recursos financeiros suficientes para aproveitar uma aposentadoria que pode durar décadas?

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em novembro de 2025, mostram que a expectativa de vida ao nascer no Brasil chegou a 76,6 anos em 2024, um aumento de aproximadamente dois meses e meio em relação ao ano anterior.

O avanço da longevidade é uma conquista social, mas também exige uma mudança na maneira como as pessoas organizam suas finanças e planejam o futuro.

O mundo está envelhecendo — e cada vez mais rápido

O envelhecimento populacional é uma transformação global.

Segundo o relatório World Population Prospects 2024, da Organização das Nações Unidas (ONU), a expectativa de vida mundial alcançou 73,3 anos em 2024. O estudo também projeta que, até o final da década de 2070, o número de pessoas com 65 anos ou mais deverá superar o de crianças e adolescentes com menos de 18 anos no planeta.

Outra projeção chama a atenção: já em meados da década de 2030, a população mundial com 80 anos ou mais deverá superar o número de bebês com menos de um ano.

Essas mudanças mostram que a longevidade está redefinindo não apenas as relações familiares e o mercado de trabalho, mas também a forma como os países organizam seus sistemas previdenciários.

Previdência e longevidade: o que dizem os estudos internacionais?

A edição de 2025 do relatório Pensions at a Glance, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), destaca que o envelhecimento populacional representa um dos principais desafios para a sustentabilidade dos sistemas previdenciários.

Nos países da OCDE, havia, em média, 33 pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 pessoas entre 20 e 64 anos em 2025. A projeção é que essa proporção chegue a 52 idosos para cada 100 pessoas em idade potencialmente ativa até 2050.

Na prática, isso significa uma transformação na relação entre a população que trabalha e aquela que já alcançou idades mais avançadas.

Com menos pessoas em idade ativa proporcionalmente à população idosa, aumenta a importância de políticas previdenciárias sustentáveis e de mecanismos que incentivem a formação de reservas financeiras ao longo da vida.

Nesse contexto, a previdência complementar ganha relevância como instrumento de planejamento de longo prazo, permitindo que as pessoas constituam recursos adicionais para a aposentadoria.

Uma aposentadoria de 20 ou 30 anos exige planejamento

Imagine uma pessoa que se aposenta aos 60 anos e vive até os 90. Serão três décadas de vida após o encerramento da atividade profissional.

Durante esse período, as despesas não desaparecem. Alimentação, moradia, saúde, lazer e outras necessidades continuam fazendo parte do orçamento.

É importante lembrar que a expectativa de vida ao nascer não representa a idade máxima que uma pessoa poderá alcançar. Quem chega à aposentadoria já superou diversas etapas da vida e pode viver muitos anos além da média divulgada para a população.

Por isso, planejar a aposentadoria significa pensar não apenas no momento de parar de trabalhar, mas também em como manter uma renda adequada durante os anos seguintes.

Quanto mais cedo esse planejamento começa, maior é o período disponível para formar uma reserva previdenciária, realizar contribuições e aproveitar os resultados dos investimentos ao longo do tempo.

Previdência complementar: uma aliada para o futuro

A previdência complementar tem justamente a finalidade de contribuir para a formação de uma renda adicional à aposentadoria principal.

Por meio de contribuições realizadas ao longo da vida profissional, o participante constitui uma reserva financeira destinada ao pagamento de benefícios previdenciários, de acordo com as regras do plano contratado.

No caso dos planos administrados pela Fundação de Previdência Complementar do Estado de Santa Catarina (SCPREV), os recursos são acumulados em contas individuais, considerando as contribuições realizadas e os resultados dos investimentos.

Uma das vantagens disponíveis aos participantes patrocinados, conforme as condições de cada plano, é a contribuição do patrocinador, que também destina recursos à formação da reserva previdenciária.

Esse mecanismo permite ampliar os valores acumulados ao longo do tempo e reforça a importância da previdência complementar como parte do planejamento financeiro.

Além disso, acompanhar a evolução do saldo, conhecer as regras do plano e avaliar periodicamente o valor das contribuições são atitudes que ajudam o participante a tomar decisões mais conscientes sobre seu futuro.

O futuro começa nas escolhas de hoje

O aumento da longevidade representa uma oportunidade de viver novas experiências, dedicar mais tempo à família, desenvolver projetos pessoais e aproveitar uma fase da vida que pode ser cada vez mais longa.

Mas, para que esses anos sejam vividos com maior tranquilidade, é fundamental incluir o planejamento financeiro e previdenciário nas decisões do presente.

A SCPREV atua para apoiar os servidores públicos e demais públicos elegíveis aos planos administrados pela Fundação na construção dessa segurança financeira, oferecendo previdência complementar e incentivando a educação financeira e previdenciária.

Viver mais é uma boa notícia. Planejar-se para viver bem por mais tempo é uma decisão que começa agora.

Conheça os planos de previdência complementar administrados pela SCPREV, acompanhe sua reserva previdenciária e saiba como fortalecer seu planejamento para o futuro.